Boas Vindas

Olá caro leitor,

Venho por este meio agradecer o tempo que disponibilizou à leitura do meu blog. Em este espaço, demonstro as minhas conclusões perante vários temas relacionados com a Ciência e o Espiritualismo, baseado em vários estudos que fiz, faço e farei, e com as minhas experiencias espirituais. Para mim a ciência e o espiritualismo são um único tema, não consigo dar explicação à existência senão pelo relacionamento dos dois, com o fim de a entender profundamente.

Aquilo que escrevo é muitas vezes, criticado como absurdo ou mesmo surpreendente porque ninguém pensou que poderia ser assim. De facto, irei responder a muitas questões existenciais que ninguém conseguiu até hoje responder.

Sou a favor da liberdade de expressão, agradeço a vossa opinião e faço questão de a ler e ouvir, proponho que apesar do cepticismo que possa existir, não causem nenhum tremor no meu blog.

Obrigado a todos e Boa Leitura,

Micael Correia



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

- Vazio Moral -

É importante que tenhamos os nossos conceitos bem vivos antes de ler-mos algo, assim teremos noção da mudança provocada pela leitura.
Farei novamente uma questão e apelo que pensem bem antes de lerem o artigo: “O que é o Bem e Mal para vocês?”
Para mim são ambos aspectos da ignorância de um individuo, simplesmente não existe nem Bem, nem Mal.

Explico porquê... A experiencia de um individuo é um reflexo das suas decisões, do espaço onde cresceu, das pessoas com que decidiu se envolver e que o educaram, família e amigos, que é exactamente o que faz de cada um de nos um ser diferente, a experiencia única, a perspectiva única que cada um de nos tem da vida, os nossos conceitos tornam se diferentes pelas nossas vivências, tal como cada nome se atribui como significado à personalidade das pessoas que nos envolvem, porque tal como nós, elas tornaram-se diferentes.

Suponhamos os seguintes exemplos factuais: “Um membro de uma tribo de caçadores de cabeças, nasce num local onde todos os aspectos da sua educação são os exemplos da sua tribo, canibalismo e andar com as cabeças encolhidas dos seus homicídios à cintura é um exemplo de força.”; “Um rapaz que cresce num bairro de lata e que aprende a sobreviver pela lei do mais astuto, onde tem de roubar para comer ou mesmo para ter aquilo que anseia e que sua família não tem meios para lhe dar.”; Uma mãe de 5 filhos, onde o marido está preso, que tem de se prostituir para ter dinheiro suficiente para alimentar os seus filhos.” Uma família de ricos que vive em completo luxo e bem-estar.”.

Questiono: “O que é que estas pessoas têm em comum?” Um limite, a sua experiencia foi limitada pelo local e família onde cresceram, mas que de nenhuma forma é um limite terminal. Desde que existam exemplos, existem formas de uma pessoa sem meios expandir a sua percepção, e mudar a sua realidade. “Existe algo de errado perante a tua consciência nos exemplos dados?” De facto que sim, porque a minha vivência delineou na minha consciência a Justiça que define que determinados actos não devem ser feitos. “São Julgáveis?” Não. Porque não posso julgar um caçador de uma tribo que não conhece mais nada senão aquele meio onde nasceu e foi educado, o que ele faz não é um crime mas sim algo natural e tradicional da sua tribo.

“Nos exemplos seguintes, são pessoas que vivem em sociedades, baseadas em leis, são julgáveis?” Para alguém ser Julgável, tem de ser conhecedor das leis que lhe são impostas e as únicas verdadeiras leis que conheço são somente as da consciência, as que são ditadas pela nossa vontade nata de fazer o bem. Tudo o resto foram os meios que as instituições arranjaram de fazer a população se autocorrigir nos erros que as próprias instituições não conseguem resolver e limitar. A fome é uma necessidade fisiológica, é um crime ter fome? Vivemos em sociedades que são baseadas na desigualdade material e esquecemo-nos que nascemos todos no mesmo planeta e somos todos herdeiros dos seus recursos, tal como qualquer outro animal não humano. Concluo que, cada individuo é tão condenável, quanto a sua consciência define como errado, quando a sua intenção sobrepõe as suas leis da consciência. Concluo que eu posso definir as minhas acções pois tenho livre arbítrio e ser julgado perante a minha identidade, perante a minha experiencia e que o que me permite definir o bem e o mal são apenas os aspectos que a minha experiencia tomou como correcto e errado nos meus limites. Logo, ninguém é julgável ou condenável por outras pessoas porque ninguém viveu a mesma vida, cresceu no mesmo meio ou pensa da mesma forma, somente por si próprios e ainda bem.

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