Boas Vindas

Olá caro leitor,

Venho por este meio agradecer o tempo que disponibilizou à leitura do meu blog. Em este espaço, demonstro as minhas conclusões perante vários temas relacionados com a Ciência e o Espiritualismo, baseado em vários estudos que fiz, faço e farei, e com as minhas experiencias espirituais. Para mim a ciência e o espiritualismo são um único tema, não consigo dar explicação à existência senão pelo relacionamento dos dois, com o fim de a entender profundamente.

Aquilo que escrevo é muitas vezes, criticado como absurdo ou mesmo surpreendente porque ninguém pensou que poderia ser assim. De facto, irei responder a muitas questões existenciais que ninguém conseguiu até hoje responder.

Sou a favor da liberdade de expressão, agradeço a vossa opinião e faço questão de a ler e ouvir, proponho que apesar do cepticismo que possa existir, não causem nenhum tremor no meu blog.

Obrigado a todos e Boa Leitura,

Micael Correia



domingo, 30 de outubro de 2011

- Universo sem Compaixão -


Recomendo a leitura de posts anteriores a este para que possam entender profundamente o que escrevo.

O que é a Compaixão para vocês?
Para mim é uma consequência da ignorância.

Explico porquê... A Compaixão é um sentimento Humano que implica um alvo que não seja o portador do sentimento, que passa ou passou por uma situação que consideramos desagradável e que cria em nós, um sentimento de pena e generosidade para com essa pessoa. Somente aqueles que passaram por situações similares são verdadeiros portadores deste sentimento. No entanto, não tenciono considerar somente o acto supostamente bonito de Compaixão, mas também avaliar as causas do sofrimento da outra pessoa, que provoca esta reacção emocional e tudo o que envolve este tema.

O sofrimento é uma resposta a uma alteração emocional, normalmente causa de uma perda vital. Uma Morte, uma separação conjugal, uma perda material e outros ínfimos testes do destino que teremos de enfrentar. A perda tem uma razão de existir (tal como todos os problemas, só desaparecem quando os enfrentamos), é a dependência emocional que criamos por pessoas ou objectos, para completar um vazio espiritual e a falta de crença pessoal, causada pela falta de entendimento do universo.

Um dos maiores problemas deste mundo é a infelicidade. Crescemos sem ser ensinados que devemos nos apoiar em tudo aquilo que não podemos perder. Ao contrario, o Humano segue uma pegada, desenhada por quem segue em frente mas quase nunca, o seu próprio rumo... Não diz em lado nenhum que devemos ser cópias, nem que devemos manter as tradições. O Humano levanta-se da cama para fazer o que não quer, trabalhar para ter o que todos têm, perde a saúde gastando se, para a reaver com o que ganhou... O Papa Gregório XIII diz que existe muito tempo... aliás... Continuamos a ser governados por uma ilusão, que nos faz pensar em passado e em futuro enquanto nos esquecemos do presente e daquilo que nos faz realmente felizes.
Tenho uma solução, a que resultou para mim... Reconstruir-me, valorizar-me, dar-me ao respeito respeitando tudo e todos, e procurar, tudo aquilo que me faça melhor do que sou hoje. Se tudo o que construir em vida for com o intuito de adicionar àquilo que sou, não poderei perder e nunca me sentirei infeliz.

Esta questão pode parecer muito simples, pelo contrário... É uma questão existencial.
A evolução espiritual individual é um processo de realização pessoal até ao ponto de entendermos que o que é material, o que é ilusão, o que não nos faz constantemente felizes, não nos completa.
Tal como referi em Posts anteriores, somos todos partes de um todo. Vivemos uma ilusão tão real que mal percebemos que não é, mas mais que tudo, é uma realidade criada por aquilo que queremos, e se continuar-mos a dar importância vital a situações que não nos fazem evoluir como uma irmandade, em constante transição positiva, continuaremos a dar hipóteses a todos os maus ritmos que os nossos pais e avós nos acostumaram.

Numa questão existencial, tento sempre colocar-me numa posição superior, ver tudo de fora. Quando vejo um universo em constante movimento... Em construção, decomposição, desintegração, reestruturação... Estrelas explodem, cometas batem em planetas, biliões de entidades estelares engolidas por buracos negros todos os segundos... Onde está a compaixão? A ilusão material leva-nos a acreditar que o que nos envolve todo este tempo que estamos acordados, é real, porque os nossos olhos não nos mostram mais nada... Mas como já expliquei, o espírito é a base da realidade, somos todos seres incrivelmente dotados, com uma eternidade a nossa espera. A sociedade espiritual tem uma agenda, que nem toda a gente consegue entender, porque para eles a perda é insignificante, quando na realidade, nada se pode perder, tudo se transforma. “Para nós, espíritos, a realidade é uma folha negra e uma quantidade de lápis de cor, que desenhamos e apagamos quando queremos, porque o nosso intuito é aprender e duas coisas não podem ocupar o mesmo espaço”.

Sou da opinião que devemos adoptar a nossa verdadeira identidade, e mesmo que seja difícil de transformar-mos a nossa vida material depois de tantos anos e de tantas experiencias, sempre será mais fácil entender a perda, se tivermos a completa noção, de que quando estamos em estado espiritual, temos acesso a todas as nossas encarnações, a toda a nossa experiencia de toda a nossa existência e de que aquela perda que sentimos em estado material, é nos insignificante em estado imaterial. Não existe sentimento de perda, não existe sofrimento, não existe compaixão.

Não quero com isto tornar ninguém em monstros insensíveis, quero que vejam que todos os problemas podem ser vistos de forma positiva e evolutiva... A morte pode ser vista como dar lugar a outra pessoa, como término programado ou mesmo, uma celebração; uma separação conjugal, pode ser vista como a oportunidade de nos definir-mos, entendermo-nos através das experiencias que tivemos, aquilo que desejamos que venha a seguir; uma perda material, pode ser o início do entendimento de que não precisamos de tanto quanto temos.
Na minha vida aprendi: Só é feliz quem quer; O que não tem remédio, remediado está; Destino não tem compaixão.

sábado, 29 de outubro de 2011

- Perfeição Inválida -

É importante que tenhamos os nossos conceitos bem vivos antes de ler-mos algo, assim teremos noção da mudança provocada pela leitura.
Faço uma questão: "O que é Perfeição para vocês?"
Para mim a Perfeição é uma meta inatingível.

Explico porquê... Considerando a existência, tudo o que nos rodeia é parte do Universo. O Universo é constituído de um espectro de frequências de luz, o que o torna um Universo Multidimensional: Omnidimensional ou Omniverso; onde a percepção da realidade esta limitada aos sensores disponíveis. O ser Humano dispõe dos Olhos como instrumento a identificar a realidade, que define como sua. No entanto, existem muitos mais espectros de luz que não a Luz Visível, que é a única perceptível aos olhos de um Humano normal.

Este é um simples exemplo que explica que a realidade não pode ser tomada como absoluta usando simples instrumentos. Temos a prova factual que define que a realidade é tão expansível quanto a percepção do individuo. A percepção de cada indivíduo expande-se sempre que se aprende algo novo e pelo mesmo conceito, não há numero que quantifique a informação disponível que alguém possa saber. Pois do que conhecemos já ocuparia uma vida a saber, quanto mais aquilo que não se vê. É um facto, que a Luz Visível é um pequeníssimo espectro da realidade e que a nossa sabedoria se baseia maioritariamente nele, logo, vivemos num Universo Multidimensional Infinito, concluindo que: Informação = Percepção = Realidade.

A Perfeição é considerada sempre que desejamos atingir uma meta superior a nós próprios.
É frequentemente “arremessada” contra os nossos ídolos ou seres conscientemente superiores a nós em atitudes, provocando assim, a distinção do Homem e da Divindade. A desigualdade religiosa vem de muito cedo e assim nasceu o esquecimento de que o Homem dispõe de “Livre Arbítrio” e de “Responsabilidade”, simplesmente porque não é Perfeito e não será.

Digo vos o seguinte: “Não há cepticismo que aguente.” Perante tantos factos, questiono: “De onde vem a vida?”; “Como é possível aparecer vida aleatoriamente em todo o lado?”; “Como é que a matéria foi criada?”; “Quem a criou?”; “Porque é que eu existo?”. Cientificamente, foi definido que a existência é obra de uma inteligência, simplesmente pelo facto de que uma partícula de Hidrogénio não tem um movimento igual a qualquer outra partícula de Hidrogénio “O que as torna diferentes?”. Um ser mecânico, age igual a todos os outros, porque não um átomo? Foi descoberto seguidamente que intenção aplicada (ou seja, aquilo que pensamos é considerado Intenção), materializa. As partículas energéticas, reagem ao pensamento de cada individuo materializando a sua intenção e alterando a experiencia de cada partícula.

Explicando um pouco de ciência, voltando atrás buscando os sentidos do ser Humano, um átomo é constituído de partículas energéticas, Protões, Neutrões e Electrões, que em uma específica distribuição, criam elementos, que com a interacção do ambiente envolvente transmitem informação aos nossos sentidos (cor, espessura, textura, estado físico, etc.) que promove a nossa percepção e cria a nossa realidade. “Quem criou o átomo?” É de facto um objecto Perfeito perante a minha percepção, pois quem o criou, deu-lhe a versatilidade de se transformar em aquilo que for necessário à experiencia presente. No entanto, o que me fascina, é o facto de ser Energia Imaterial a base da Realidade Física. “Então se a base da realidade é Energia, quem criou a realidade se a Energia é inconsciente?” Ai está uma questão difícil, porque perante as conclusões: Informação = Percepção = Realidade = Energia, não será possível existir energia se não for consciente pois antes da matéria física, não haveria humanos ou outros seres físicos que pudessem ter a inteligência para criar a existência Energética sem haver meios de existirem.

Este exemplo comprova cientificamente a existência de uma inteligência superior imaterial que criou as bases da existência. Chamemos-lhe Deus... “O que somos nós? Criações de Deus ou mero acaso pan'espérmico?” Respondo: Se Deus é Energia Consciente, questiono, que tamanho terá Deus? Porque se tudo o que existe é Energia e já conhecemos uma realidade multidimensional tão vasta... Que espaço de energia, que metro cúbico de energia é a consciência de Deus? Concluo - Toda a energia. Da mesma forma que uma gota de água cai no oceano e não conseguimos novamente distingui-la. Tudo o que existe é de facto parte dessa energia, incluindo nós, seres imperfeitos.

O espiritualismo explica que nas 13 dimensões primárias do universo desencadeia da mais alta à mais baixa, uma divisão espiritual, ou seja, um único ser na mais alta vibração/frequência dimensional dividir-se-ia em varias identidades na diminuição de vibração/frequência dimensional primaria consequente e repetidamente. Aqui explica os resultados científicos e comprova a realidade, que todos podemos ser um único ser e ter a nossa própria identidade. “- Eu considero-me um individuo. Como todos os outros, tenho uma opinião distinta sobre a vida, causa factual do meu passado, que é só meu.” Mas identidade não explica nada, somente a experiência, a informação que me dá identidade, as minhas acções e o que penso. Concluo, que eu sou parte de tudo e tudo é parte de mim, mas continuo a ser imperfeito.

“Porque é que continuamos a ser Seres Imperfeitos?” Porque da mesma forma que a consciência criou a realidade física, criou as outras realidades imperceptíveis ao olho humano, outros vários mundos e galáxias diferentes, onde tudo é feito de uma réplica do seguinte e tal como qualquer meta, qualquer consciência individual, como nós, alcançará a meta, mas ao mesmo tempo que avançamos ate ao destino, também avançaram os nossos conhecimentos e as nossas ambições, que ampliaram as nossas capacidades de apreciar a vida, a nossa Percepção, a nossa Realidade, e criará novas metas a alcançar.

Perante este facto, não existe Perfeição no infinito, porque não se pode ser tudo e saber tudo se há sempre espaço para criar mais, se há sempre como renovar, se há sempre o que aprender, se há Livre Arbítrio, nunca ninguem alcançará a perfeição e ainda bem.