Recomendo a leitura de posts anteriores a este para que possam entender profundamente o que escrevo.
O que é a Compaixão para vocês?
Para mim é uma consequência da ignorância.
Explico porquê... A Compaixão é um sentimento Humano que implica um alvo que não seja o portador do sentimento, que passa ou passou por uma situação que consideramos desagradável e que cria em nós, um sentimento de pena e generosidade para com essa pessoa. Somente aqueles que passaram por situações similares são verdadeiros portadores deste sentimento. No entanto, não tenciono considerar somente o acto supostamente bonito de Compaixão, mas também avaliar as causas do sofrimento da outra pessoa, que provoca esta reacção emocional e tudo o que envolve este tema.
O sofrimento é uma resposta a uma alteração emocional, normalmente causa de uma perda vital. Uma Morte, uma separação conjugal, uma perda material e outros ínfimos testes do destino que teremos de enfrentar. A perda tem uma razão de existir (tal como todos os problemas, só desaparecem quando os enfrentamos), é a dependência emocional que criamos por pessoas ou objectos, para completar um vazio espiritual e a falta de crença pessoal, causada pela falta de entendimento do universo.
Um dos maiores problemas deste mundo é a infelicidade. Crescemos sem ser ensinados que devemos nos apoiar em tudo aquilo que não podemos perder. Ao contrario, o Humano segue uma pegada, desenhada por quem segue em frente mas quase nunca, o seu próprio rumo... Não diz em lado nenhum que devemos ser cópias, nem que devemos manter as tradições. O Humano levanta-se da cama para fazer o que não quer, trabalhar para ter o que todos têm, perde a saúde gastando se, para a reaver com o que ganhou... O Papa Gregório XIII diz que existe muito tempo... aliás... Continuamos a ser governados por uma ilusão, que nos faz pensar em passado e em futuro enquanto nos esquecemos do presente e daquilo que nos faz realmente felizes.
Tenho uma solução, a que resultou para mim... Reconstruir-me, valorizar-me, dar-me ao respeito respeitando tudo e todos, e procurar, tudo aquilo que me faça melhor do que sou hoje. Se tudo o que construir em vida for com o intuito de adicionar àquilo que sou, não poderei perder e nunca me sentirei infeliz.
Esta questão pode parecer muito simples, pelo contrário... É uma questão existencial.
A evolução espiritual individual é um processo de realização pessoal até ao ponto de entendermos que o que é material, o que é ilusão, o que não nos faz constantemente felizes, não nos completa.
Tal como referi em Posts anteriores, somos todos partes de um todo. Vivemos uma ilusão tão real que mal percebemos que não é, mas mais que tudo, é uma realidade criada por aquilo que queremos, e se continuar-mos a dar importância vital a situações que não nos fazem evoluir como uma irmandade, em constante transição positiva, continuaremos a dar hipóteses a todos os maus ritmos que os nossos pais e avós nos acostumaram.
Numa questão existencial, tento sempre colocar-me numa posição superior, ver tudo de fora. Quando vejo um universo em constante movimento... Em construção, decomposição, desintegração, reestruturação... Estrelas explodem, cometas batem em planetas, biliões de entidades estelares engolidas por buracos negros todos os segundos... Onde está a compaixão? A ilusão material leva-nos a acreditar que o que nos envolve todo este tempo que estamos acordados, é real, porque os nossos olhos não nos mostram mais nada... Mas como já expliquei, o espírito é a base da realidade, somos todos seres incrivelmente dotados, com uma eternidade a nossa espera. A sociedade espiritual tem uma agenda, que nem toda a gente consegue entender, porque para eles a perda é insignificante, quando na realidade, nada se pode perder, tudo se transforma. “Para nós, espíritos, a realidade é uma folha negra e uma quantidade de lápis de cor, que desenhamos e apagamos quando queremos, porque o nosso intuito é aprender e duas coisas não podem ocupar o mesmo espaço”.
Sou da opinião que devemos adoptar a nossa verdadeira identidade, e mesmo que seja difícil de transformar-mos a nossa vida material depois de tantos anos e de tantas experiencias, sempre será mais fácil entender a perda, se tivermos a completa noção, de que quando estamos em estado espiritual, temos acesso a todas as nossas encarnações, a toda a nossa experiencia de toda a nossa existência e de que aquela perda que sentimos em estado material, é nos insignificante em estado imaterial. Não existe sentimento de perda, não existe sofrimento, não existe compaixão.
Não quero com isto tornar ninguém em monstros insensíveis, quero que vejam que todos os problemas podem ser vistos de forma positiva e evolutiva... A morte pode ser vista como dar lugar a outra pessoa, como término programado ou mesmo, uma celebração; uma separação conjugal, pode ser vista como a oportunidade de nos definir-mos, entendermo-nos através das experiencias que tivemos, aquilo que desejamos que venha a seguir; uma perda material, pode ser o início do entendimento de que não precisamos de tanto quanto temos.
Na minha vida aprendi: Só é feliz quem quer; O que não tem remédio, remediado está; Destino não tem compaixão.

